quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Baldur e o Dragão Guardião

O lugar era escuro, úmido, com um cheiro pútrido gerado pelos ratos mortos ao redor das pessoas que ali se escondiam. O barulho que a minutos atrás era ensurdecedor agora cessara e em seu lugar havia só o um silêncio aterrorizante, indicando que as proteções estavam destruídas, o portão principal ja havia sido posto ao chão e já havia na muralha interna vários buracos onde poderiam passar todo o terror e angústia que trazia Maldroc.
Sim, Maldroc, esse era seu nome, o grande terror que estava sendo usado pelo maquiavélico Lord Volmur, rei do terceiro reino, o reino do fogo, para conquistar os outros três reinos elementares, e assim sendo, se tornar o senhor absoluto sobre Continentum, a terra que sempre fora de paz e prosperidade.
A batalha contra o reino terra ja perdurava por 5 dias, estavam sem suprimentos, sem comida, a água era escassa, e a unica solução que restara para o diminuto povoado que sobrara, era se esconder no calabouço, para não sucumbir à fúria de Maldroc, o dragão vermelho, que outrora fora um guardião dos reinos, e agora, sendo ele contaminado por poções e venenos feitos por Volmur, servia-o no combate aos reinos.
Baldur, filho de Sadron, era a unica esperança, pois fora abençoado divinamente com a coragem, determinação e atitude como jamais fora ja visto antes em um guerreiro, mas que agora estava envolto em alucinações e devaneios causados pelo veneno de Maldroc, que ao conseguir arranhar com suas garras o braço do bravo guerreiro o havia infectado com tal torpor.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Viagem à Persona

Era uma gruta pequena, igual a tantas que já havia visitado em suas aventuras. Ao descer com a ajuda de cordas presas às margens do buraco que dava acesso ao fundo da gruta, pode ver as paredes da pequena caverna moldadas pelos anos e anos de erosão. Pode também ver um pequeno lago redondo e de águas cristalinas.
Havia algo de diferente nesse lugar, por mais que os raios de sol não conseguissem chegar ao lago com muita força, era como se houvesse uma luz suave que iluminava todo seu interior.
O espaço interno era pequeno, cerca de uns 20 metros de diâmetro. Ao olhar para cima, podia ver a abertura por onde descera e a luz do sol que banhava a floresta por onde andara cerca de 3 horas procurando algo interessante onde pudesse explorar, descobrir, admirar, até que achou a caverna onde estava agora.
Após alguns minutos somente admirando o lugar, decidiu se refrescar no pequeno e convidativo lago. Ficou de bermuda, se sentou na margem, e mergulhou as pernas até o joelho e deitou seu corpo para trás na pedra fria. Sentiu que a água estava levemente aquecida. Achou estranho, mas mesmo assim, sentou-se novamente e se atirou para frente, mergulhando o corpo na água.
Logo que seu corpo afundou cerca de meio metro na água, pode sentir uma leve força puxando-o para o centro do lago. Seu tamanho era pouco mais de 5 metros de diâmetro e sem perceber, foi sendo puxado para o centro pouco a pouco. Ele foi se movendo cada vez mais rápido em direção ao centro, e não adiantava em nada nadar em sentido contrário, suas tentativas de escapar eram totalmente em vão. Ao centro do lago podia-se ver um rodamoinho começando a se formar, e rapidamente ele se encontrou rodando bem no centro do lago.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Para Dentro da Ilusão

Aquela casa era estranha, muito estranha, e todas as manhãs Kevin e seus 2 vizinhos e amigos, Robert e John, se encontravam no ponto de ônibus no caminho para o trabalho e trocavam alguns pensamentos sobre a casa. E naquela manhã não seria diferente:
-Um dia eu ainda entro nessa casa, não é possível que ninguém nunca saia, nem para por o lixo para fora - Indagou Kevin aos amigos, com uma inquietude que era visível em seus olhos.
-Ah, vai ver que é um doido qualquer, vai saber, tem tanta gente esquisita pelo mundo - Comentou Robert.
Com um ar que Kevin e Robert conheciam muito bem, John deu a sua opinião:
-Olha, hoje agente não marcou de jogar baralho aqui na sua casa Kevin? Então. Ao invés disso, agente pode arranjar uma desculpa qualquer e ir lá verificar quem, ou o que, mora nessa casa. Porque não da, não aguento mais de curiosidade. Uma casa que a noite tem as luzes acesas, toda velha, quebrada, os matos cobrindo o quintal, deixando só essa trilha no meio, é de dar arrepios, parece coisa de cinema, é de matar de curiosidade qualquer ser humano.
Todos concordaram, aquilo ia acabar, iriam naquela noite até casa com alguma desculpa esfarrapada qualquer, e tirariam esse tormento de suas mentes. Afinal, seria um louco, um psicopata, um velhinho que gosta de jogar xadrez sossegado, um terrorista preparando durante anos seus planos?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um Sonho Real

Sempre tivera sonhos estranhos, e neles sempre podia fazer coisas incríveis como voar, teletransportar-se, falar por telepatia, emitir luzes poderosas, e coisas do gênero. Sempre teve a impressão, ou o desejo, que esses sonhos tinham um fundo de verdade, porém, era difícil até para ele próprio acreditar em tais situações.
Naquela noite, como de costume, havia ficado até um pouco mais tarde na sala esperando pelo anúncio do programa de entrevistas que por vezes trazia alguém interessante.
Já era quase meia noite quando, no meio dos comerciais, o famoso apresentador , cujo bom humor e inteligência eram reconhecidos por todos, anunciara os entrevistados da noite. Os dois primeiros não lhe chamaram a atenção, um senador e um adestrador de focas, mas como que adivinhando os pensamentos que estavam rondando sua mente naquele dia,  seria entrevistado um estudioso sobre sonhos. Seu nome era Roberto Souza e, segundo o apresentador, iria discutir naquela noite, dentre outros assuntos, a realidade nos sonhos.
Jonas ficou ansioso por ver a entrevista, foi difícil agüentar a longa jornada das duas primeiras entrevistas. Logo após os comerciais que antecederam a tão esperada entrevista o apresentador chama o convidado. O apresentador logo foi fazendo alguma piadinha dizendo que não acreditava nessas coisas de sonho por que um dia sonhou que era gordo, e nisso se envergou em sua poltrona super-reforçada. Toda a platéia riu e em seguida deu-se inicio a entrevista.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Despertar de Honak

Já estava correndo pela floresta há alguns minutos, e não ouvia mais o cavalgar de seus perseguidores. Não sabia onde se esconder, pois quem o caçava o encontraria facilmente quando a noite caisse. Vinha em sua mente tudo que acontecera em seu vilarejo, todo o horror, tudo sendo queimado, destruido, e a cada segundo o medo que sentia ia se tornando uma fúria que tomava sua alma.
Os Gloks como eram chamados, aqueles malditos, eram senhores da destruição, com seus olhos vermelhos, suas roupas escuras e rasgadas, por onde passavam deixavam seu rastro de tristeza e medo.
Aos poucos sua fúria foi se transformando em um sentimento de coragem, de justiça, e após alguns instantes, tudo em sua volta começou a ficar claro, como o entardecer fosse se tornando amanhecer, até que a claridade tomou conta de tudo, fazendo arder seus olhos, que por impulso se fecharam, e suas mãos como que por instinto cobriram seu rosto, com medo do que iria acontecer, medo do desconhecido, mas a luz foi abruptamente cessada, e a escuridão tomou conta novamente.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Metrópole dos sonhos

Acordei com o barulho estridente do despertador que me chama às 5 da manha, como se o sono não tivesse tido efeito algum. Engulo meu café da manhã, sem ao menos sentir o gosto, me troco e saio correndo para a empresa. No caminho, me deparo com aquele monstro horrivel que aterroriza os motoristas indefesos, o engarrafamento. Após xingar um pouco, dar umas aceleradas já estressado às 6 da manha, consigo chegar à empresa, já cansado, nervoso, com preguiça e pronto para um belo dia de serviço.
Na parte da manha, já muito cansado, suado, mais estressado, tudo ocorre como esperado, muito trabalho, pouco tempo, e claro muita correria.
Chegando meio dia, faço meu delicioso almoço na frente do computador, um belo sanduíche de pão com mortadela e uma latinha de refrigerante, claro, não consegui terminar, pois meu chefe me chamou para uma reunião.No final da tarde, já como de costume, muito cansado, muito estressado, e querendo mais que tudo chegar em casa, tomar um banho, e dormir, pego o carro, me encontro com o monstro que aterroriza os pobres motoristas e consigo chegar em casa cedo, às 20 da noite, pois consegui sair as 18 horas, que bom.
Quando estou indo para a cama, tropeço em um sapato que havia deixado no meio da sala, caio, e quando bato no chão...
Acordo suado, de um pesadelo, mas ao ouvir os pássaros luminosos que cantam ao vento, vejo que estou em casa, tudo bem. Aqui em Gondolin, terra dos elfos, onde as torres dos guerreiros alados ficam, era sempre assim, tudo tranquilo. As vezes alguns gárgulas sobrevoavam ecoando com suas vozes guturais os seus palavrões em sua lingua estranha, mas nada que nossas águias gigantes não resolvessem com um canto apavorante.
Enfim, tudo normal, mas que sonho estranho.

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Aventura de Escrever


Sempre tive o sonho de escrever um livro, mas sempre me pareceu uma idéia impossivel de se concretizar. Ultimamente, tenho pensado bastante nessa possibilidade, mas por onde começar?
Foi onde comecei a procurar dicas para quem quer escrever um livro, e acabei achando algumas coisas legais, inclusive um blog(me desculpe mas não me lembro qual foi) que falava que uma coisa legal era fazer um blog pois exercita a escrita, treina o vocabulário e por aí vai.
Resolvi então criar esse blog, e nele, sempre que possível, escrever pensamentos, contos, histórias, textos, poemas, seja la o que for que eu escreva, e quem sabe um dia, postarei a notícia: "Nossa, até que enfim, meu livro esta pronto".
Eu gosto muito de livros épicos, fantasiosos, como o Senhor dos Anéis, e há uma grande possibilidade de seguir essa linha literária, mas também gosto de histórias com vampiros, fantasmas, e coisas do gênero, pra quem ja assistiu o seriado Supernatural sabe o que eu estou falando. Um autor que segue essa linha, embora eu não goste muito do estilo de linguagem que ele usa nos livros, é André Vianco, autor de livros como Os Sete, Sétimo, Sementes no gelo(argh esse não gostei).
Bem, resumindo eu ainda não tenho la grande habilidade como escritor, mas a prática traz a perfeição não é verdade.
E Sempre que possível estarei postando meus textos aqui.

Até mais.